As várias faces de Cindy Sherman

Untitled #359

A arte contemporânea é repleta de mentes criativas, geniais e originais, fato. Não é nossa pretensão conhecer e esmiuçar cada uma delas, mas existem trabalhos que precisam de uma pausa para reflexão. É o caso de Cindy Sherman, fotógrafa e diretora americana que ficou famosa por seus autorretratos conceituais. O momento dela é o agora por um simples motivo: a artista ganha retrospectiva no MoMa, em cartaz até junho, com mais de 180 obras. A curadora Eva Respini considera Cindy uma das mais influentes e relevantes artistas da cena atual e prevê: num futuro breve, ela será comparada a nomes como Andy Warhol e Pedro Almodóvar.

Achou divertido? Grotesco? Perturbador? Pois é isso e mais: em um misto de ficção e perfomance, Cindy demonstra há mais de 30 anos que a arte não precisa ser esteticamente agradável. Outra característica marcante é o fato de ela trabalhar totalmente sozinha – cabelo, maquiagem, figurino e iluminação, ela cuida de todos os detalhes para assumir personagens que vão desde palhaços até estereótipos femininos. Uma prova de que a mostra no MoMa é, sem dúvida, imperdível.

 

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