Cultura “SeaPunk” invade as ruas e a música pop

Pirâmide-Seapunk

Animal print, psicodelia em tons pastel, cabelos coloridos e tie-dye: este imaginário visual está intimamente ligado a uma estética que ainda vem engatinhando diante dos olhares do grande público mas que já é velha conhecida daqueles que transitam no ambiente da moda e da música. Se você já ouviu falar em Grimes, por exemplo, vai conseguir entender o que é a estética “SeaPunk”.

Literalmente fácil de entender, o termo “SeaPunk” faz menção ao clássico estilo punk mesclado com o ambiente marinho, ganhando uma repaginada aquática no visual dos simpatizantes.

Foi nesse ano que ele surgiu com mais força pelo mundo, e ainda não se sabe com exatidão em qual parte do globo ele foi criado.

E, agora, quase em 2013, ele ganha o reforço de duas figuras que tiveram 2012 como o grande ano de consagração de suas carreiras. Azealia Banks se firmou como o grande novo nome do rap e, em “Atlantis”, seu mais novo clipe, mergulha – fazendo todo o sentido – no universo “SeaPunk”, com direito a muitos golfinhos e tubarões.

A outra cantora que entrou (literalmente) na onda “SeaPunk” foi Rihanna.
Sempre dando o que falar, Rihanna se apresentou no programa Saturday Night Live usando chroma key e imagens aleatórias do fundo do mar, mesma técnica utilizada no clipe de Azealia.
Mas RiRi vem sendo alvo de criticas dos que se dizem “SeaPunks”.
Os artistas que usam muitas referências de animal print, psicodelia, 3D e Windows 98 dizem que Rihanna pegou as imagens para sua apresentação sem prévia autorização.

Ninguém sabe qual será a relevância desse estilo e nem se perdurará da mesma forma que os emos mas o “Seapunk” já tem sua marca registrada: gifs animados tosquíssimos, fotos pixeladas, montagens surrealistas que parecem vir do bom e velho Atari dos anos 80 e muitos símbolos místicos. E – como já era de se prever, também se transformou em uma vertente musical. Ainda com pouca identidade, sons do mar se misturam com ruídos de games em uma música eletrônica com batidas quebradas.

Gostou? Compartilhe: