Ole Pedersen: “Vamos desencadear movimentos culturais e mudar o mundo”

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Como afirmou Ronaldo Pegoraro, presidente do Grupo de Planejamento do Rio Grande do Sul e professor do Click! Planejamento Criativo, a palestra de Ole Pedersen, da Strawberry Frog, era uma das mais esperadas do 1º Congresso de Planejamento do Rio Grande do Sul, que reuniu planejadores e “simpatizantes” para um dia inteiro de palestras e debates focados na disciplina. Pedersen era um dos convidados mais badalados, tanto pela reputação que a agência tem no exterior quanto pelo fato de se tratar de um dos capitães da abordagem “Cultural Movements”.

Em seu discurso para o público que lotou o teatro do CIEE, enfatizou, como Camille Jenssen e Jason Lonsdale já haviam feito, a importância do engajamento de pessoas dentro dos movimentos culturais. Diretor de Planejamento Estratégico da filial nova-iorquina da agência, trabalhou para marcas como Guinness, Red Stripe e Unilever — e um dos cases que trouxe para ilustrar sua fala foi, justamente, o da beleza real do sabonete Dove. Pedersen comparou o case com os anúncios de beleza da década de 1990, cheios de modelos ultra magras como Cindy Crawford e Kate Moss.

Um dos aspectos mais interessantes de sua fala foram os comentários acerca da natureza humana, chamando atenção par três aspectos fundamentais: emoção, sociabilidade e o desejo de pertencer: “Somos animais sociais, escravos de nossas emoções e precisamos ter uma crença”, defendeu. Dentro desse raciocínio, defendeu outros pontos importantes: econtre a verdade em sua marca, encontre pessoas que acreditam no mesmo que você — e foque-se sempre no grupo realmente interessado. Movimentos são ligados a paixão: “Não se trata de você. Não ouvimos as marcas, ouvimos nossos amigos.”

Para ilustrar o fato de que não existe movimento cultural sem o primeiro seguidor, apresentou o vídeo “First Follower: Leadership Lessons from Dancing Guy” (abaixo). No início de um movimento, uma atitude pode parecer loucura, é estranha para todos ao seu redor, mas não precisa muito para que o cenário mude:

A transformação do primeiro dançarino, que passe de ‘louco’ para líder, é feita a partir do primeiro seguidor — e, no fim das contas, loucos são aqueles que não aderem ao movimento.

Terminou a palestra com um convite: Lets spark cultural movements and change the world.

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