Saiba mais sobre o 1º Congresso de Planejamento do GPRS

6a011570b1fca7970b016765ceff5a970b-800wi

No próximo dia 21, um evento especial e pioneiro vai rolar no Teatro do CIEE, em Porto Alegre. Trata-se da primeira edição do Congresso de Planejamento do Rio Grande do Sul, organizado pelo GPRS (Grupo de Planejamento do Rio Grande do Sul). Durante o dia inteiro, profissionais daqui e do exterior estarão reunidor para discutir a realidade da disciplina no mercado e no mundo — e foram selecionados grandes nomes e com visões bem diferentes. O tema de estreia tem tudo a ver com essa proposta provocativa “Gerando influências: o que as marcas movem?”. Além de espaço para o debate, a função servirá como um momento de encontro de profissionais da área, entre planners, estudantes, profissionais e interessados.

Para saber mais sobre a função, conversamos com Ronaldo Pegoraro, professor e coordenador do nosso curso Click! Planejamento Criativo desde 2008 e presidente do GPRS.

O evento é pioneiro: nunca tivemos nada parecido por aqui. Isso demonstra um crescimento da área de Planejamento no Rio Grande do Sul?

Com certeza houve um crescimento expressivo do Planejamento aqui no estado nos últimos 5, 6 anos (assim como em outros mercados). Uma evidência disso é que há 6 anos, se tu perguntasse em uma turma de graduação de publicidade que área eles queriam seguir, o Planejamento talvez nem fosse citado. Hoje, em alguns casos, é a área mais desejada pelos alunos. Assim como esta, existem outras evidências. Mas nem tudo são rosas, bem pelo contrário. Embora hoje exista um “entusiasmo” muito grande pelo Planejamento, e a importância dada à disciplina é gigante no discurso (tanto em agências, clientes, universidades), na prática ainda temos muito chão pela frente. No dia-a-dia, o planejamento aqui no estado ainda está buscando seu espaço, provando que pode ser útil, tanto dentro das agências quanto para os clientes. Particularmente, eu acredito que esse momento da disciplina tem mais a ver com o momento da comunicação como um todo do que dela isolada. À medida que as empresas enxergarem e as agências entregarem uma comunicação que contribui para o negócio, é natural que o planejamento seja valorizado (na prática, além do discurso).

Nas informações sobre o Congresso bastante ênfase foi ao fato de que o foco não vai estar apenas nesse segmento, mas nas áreas que o alimentam e o dão combustível. Isso torna o evento atraente, também, para outros públicos?

O evento é aberto para todos os profissionais de Comunicação, devido a dois motivos muito básicos. Primeiro, porque se a gente quisesse encher uma sala de aula sequer, apenas com planejadores em atividade no mercado, acho que não conseguiríamos. E o segundo, mais fundamental, é que Planejamento falar sobre Planejamento é praticamente uma antítese do que buscamos no nosso trabalho diário. Não existe muito o que se falar ou o que se discutir sobre planejamento. Talvez esse seja um equívoco comum, em função da recência da disciplina, da mesma forma que com as plataformas digitais. O interessante do Planejamento (e para o Planejamento), são as pessoas, os negócios, a cultura, e a relação entre essas coisas, ou seja, aquilo que de fato move a sociedade adiante. Sobre esses temas, sempre teremos boas discussões a serem feitas.

A questão de como a cultura se move também chama a atenção por ser um assunto em voga — tanto que Sheron Neves, professora coordenadora do nosso curso Storytelling e Transmídia para Marcas, está entre os palestrantes. A discussão sobre as novas formas de gerar engajamento é um ponto central do encontro?

Sem dúvida o engajamento é um tema nuclear no Congresso. Não diria que as novas formas de gerar engajamento sejam, em si, o foco da discussão. Acho que muitas dessas formas criaram um cenário que favorecem a discussão, mas o fundamental é a questão do engajamento mesmo (que em essência, nada mais é do que o processo de relacionamento marca-consumidor, apenas mais ambicioso). Nesse sentido, a efetividade do engajamento é uma grande questão. Que sinais definem isso? Que níveis atingimos? Que níveis existem? Por aí vai…

A lista de convidados também está cheia de grandes nomes. Tu destacarias algum em especial?

Sem ser político nem nada, mas é difícil destacar um nome em meio aos palestrantes deste Congresso. Lógico que os nomes internacionais chegam com um peso diferente, e até acho justo, porque afinal são pessoas que vão nos trazer um ponto de vista baseado em uma realidade diferente da nossa. E isso sempre é bom para uma discussão pra gente não ficar correndo atrás do próprio rabo. Mas o pessoal que vem de São Paulo e a dupla daqui do RS também tem um perfil muito interessante e muitas provocações boas pra fazer. Mas vamos lá, pra eu não ficar te enrolando: destaco o Ole Pedersen, da Strawberry Frog, pela reputação que a agência tem no exterior e pelo fato de termos um dos caras que capitaneia a abordagem Cultural Movements contando seu ponto de vista aqui pra nós. A Camilla Lie Jenssen, por outro lado, também vêm de uma agência fortemente reconhecida pelo Planejamento em outros países, e que acaba de chegar ao Brasil. O Jason, que tem um currículo muito interessante e um grande senso de humor, trabalha diariamente pra criar Lovemarks. Muita gente aqui já leu esse livro, já usou alguma citação em algum momento, em algum trabalho. Então é interessante ver o que esse cara pratica, no que ele acredita, e como ele enxerga as coisas, quando o objetivo permanente dele é esse.

Além de paineis individuais, terão momentos coletivos, de debates?

Sim, teremos diferentes formatos ao longo do evento. Vamos ter as palestras em formato tradicional, mas também teremos um formato de sessões paralelas, com 3 palestras sendo realizadas ao mesmo tempo, para cada participante escolher conforme seu interesse. Além disso, o encerramento do evento será em um debate com 3 destes palestrantes, onde a ideia é fazer um fechamento sobre tudo que foi discutido no dia, já que uma sensação recorrente em eventos desse tipo é que as pessoas sentem falta de uma conclusão. Óbvio que não vamos criar uma nova “morta” para a comunicação a partir desse evento (aliás, já temos demais dessas né?). Mas o debate final é pra repetir e estressar alguns pontos, sem necessariamente dar uma receita de bolo.

1º CONGRESSO DE PLANEJAMENTO DO GPRS
GERANDO INFLUÊNCIAS – O que as marcas movem?
Data: 21 de maio, segunda-feira, das 9h às 20h.
Local: Teatro do CIEE.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Gostou? Compartilhe: