Cartola, 105 anos de samba

Cartola, 105 anos de samba

O post de hoje é uma singela homenagem a um grande sambista brasileiro, um homem chamado Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola. Cartola ganhou este apelido por conta do chapéu coco que usava quando ainda era servente de obra. Aos 14 anos de idade, já era compositor. Nascido em 11 de outubro de 1908, hoje ele completaria 105 anos de idade.

O sambista gravou seu primeiro disco aos 65 anos, ganhou popularidade, porém nada de dinheiro. Gerações inteiras foram influenciadas pelo seu talento. “As Rosas Não Falam” serve de exemplo para confirmar sua perpetuidade.

Na companhia de Carlos Cachaça, foi fundador do Bloco dos Arenqueiros, que mais tarde se tornaria a tradicional escola de samba Estação Primeira de Mangueira, cujas cores tão características foram escolhidas por Cartola. O primeiro desfile da Mangueira aconteceu ao som de um samba-enredo composto pelo mestre, com o nome “Chega de demanda”.

A popularidade de suas músicas foi tão forte que, apenas a canção de nome “O sol nascerá” foi regravada mais de 600 vezes. E umas de suas primeiras intérpretes foi a prestigiada cantora Nara Leão.

Mais do que um cantor, Cartola foi um grande compositor. Compôs mais de 500 canções que se perderam pelo mundo afora nas mãos de outras pessoas, levando outras assinaturas.

Nos anos 1950 o samba perdeu espaço no mercado e Cartola começou a trabalhar em um posto de gasolina e depois como zelador de escolas de samba. Então, surge o Zicartola, restaurante aberto por Cartola e sua mulher, Dona Zica. O lugar foi palco das primeiras apresentações de Paulinho da Viola, além de ser frequentado também por Nelson Cavaquinho e outros tantos sambistas. Foram dois anos intensos (de 1963 a 1965) que reavivaram o nome de Cartola para que em 1974 ele gravasse seu primeiro LP. Foram quatro ao todo.

Depois disto, Cartola deixou a Mangueira e foi morar em Jacarepaguá. Em 30 de novembro de 1980 o samba chorou. Cartola morreu de câncer, com 73 anos de idade.

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