Invadimos o curso de férias de Storytelling: Introdução ao Transmídia

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Na última quinta-feira, 17, invadimos a última aula do curso de verão de Storytelling: Introdução ao Transmídia ministrado pela nossa colunista e professora Sheron Neves.

O que vimos lá? Bom, pra começar, storytelling pode ser definido de várias maneiras, mas a que importa nesse caso é que se trata de uma poderosa ferramenta para compartilhar conhecimento. Henry Jenkins (professor da University of Southern California – USC) define narrativa transmídia como “histórias que se desenrolam em múltiplas plataformas de mídia, cada uma delas contribuindo de forma distinta para nossa compreensão do universo.” Ou seja: tudo começa com uma boa história, depois vêm as múltiplas plataformas.

E foi exatamente isso que Sheron apresentou aos alunos do curso. Para obter sucesso, as marcas tem apostado em maneiras criativas de gerar buzz em torno da história que deseja contar.

Seja pela televisão, mobile, web ou marketing direto, os diferentes pontos de entrada precisam sempre ser convincentes o suficiente para integrar novos seguidores ou engajar quem já acompanha a narrativa. “O foco central não é o resultado em vendas mas o resultado do envolvimento emocional. O conteúdo é o rei”, diz Sheron.

E a ferramenta da storytelling tem tanta importância no cenário atual que ganhou uma categoria no Festival de Cannes, uma das maiores premiações de publicidade do mundo.

Como exemplo, Sheron apresentou alguns cases de sucesso.
Um deles foi a ação de marketing do analgésico Advil. Lançado em sua fanpage no Facebook e no brand channel no Youtube, a campanha “Pensando Bem” uniu os dois canais a uma divertida webserie com o grupo de humor “As Olívias”. Os episódios abordaram a rotina feminina cada vez mais agitada, de uma forma criativa e sem o peso de estar falando de algo relacionado a “dor”.

Outro case de sucesso foi o lançamento da série da HBO Game of Thrones. Uma das inúmeras ações para divulgar a série foi colocar Tom Colicchio, um dos mais renomados chefs de cozinha da América para reproduzir pratos de acordo com os 5 reinos de GOT. Quem estivesse pelas ruas de Los Angeles e Nova York poderia provar das iguarias.

Na fanpage da série também incentivava os fãs a utilizarem hashtags especiais relacionadas a estreia em suas postagens no Twitter. Sucesso garantido, sim ou certamente? Mais do que isso: mostra que a TV Social mudou completamente a forma com que as pessoas assistem aos seus programas. Ou seja, a TV segue ligada mas a atenção também está voltada para as redes sociais, pois é por ali que elas comentam, compartilham e questionam sobre o que estão assistindo. Sheron sentencia: “Só para termos uma ideia, nos Estados Unidos 70% da população usa o tablet enquanto assiste TV e 68% utiliza o smartphone”.

Tendo uma boa história em mãos, é possível inovar na forma de contá-la. Até porque existe algo que o avanço das tecnologias online ampliou significativamente: a possibilidade de cada espectador criar sua própria experiência ao consumir uma história. Na verdade, algumas pessoas sempre tiveram esse desejo de participar de forma mais ativas. Só que antes eram poucos conteúdos distribuídos de uma forma homogênea. Atualmente, o universo de uma história se multiplicou em tantos formatos que parece quase impensável que duas pessoas “assistindo” a um mesmo conteúdo tenham a mesma experiência.

Quer saber mais sobre convergência midiática e storytelling? Então fique ligado no Curso de Storytelling e transmídia para marcas.

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