Jum Nakao e seu processo criativo na moda

O processo criativo na moda: Jum Nakao e a coleção 'A costura do Invisível' Foto: reprodução

Em 2004, durante a São Paulo Fashion Week, o estilista Jum Nakao apresentou o último desfile de sua carreira. O evento foi mais que um uma apresentação de coleção, foi a construção de um paradigma, e a prova disso foi o desenvolvimento do livro e do documentário,que continuam reverberando o desfile e o trabalho de Jum Nakao como um todo. O que foi apresentado é de uma leveza peculiar, e transmite exatamente o que Nakao fala: “O efêmero também pode permanecer”.

Decidindo por uma coleção feita de papel, o objetivo mais importante da exposição foi o detalhamento nas roupas que as faria delicadas, causaria como diz o estilista um “deslumbramento” nas pessoas que as vissem.

Para Jum, o processo criativo é naturalmente feito em etapas, mas não necessariamente sempre na mesma ordem, e nem de forma ordenada e metódica. Todo e qualquer processo deve ter um começo, um meio e um fim. O começo de uma criação na moda (especificamente) significa o propósito da criação, ou seja, por que, pelo o que, por quem vou fazer isso. Podem ser diversos os motivos do ponta pé inicial. Pode ser a venda, a vontade de ver as pessoas usando suas peças, o desejo de expressar o seu gosto ou sentimentos ou qualquer que seja a forma de expressão.

Criação exige vivência, curiosidade, trabalho e pesquisa em campo, determinação e a resolução de diversos fatores internos e externos.

"O que você faria se você não tivesse que se preocupar com nada? É preciso iniciar, renovar... É necessário fugir das coisas obvias. Sem o espectador a obra não existe"

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