Neko Cafe: onde a atração principal não é algo de beber

Nekos Cafes, onde a atração principal fica por conta dos gatos. Não tem ou não pode ter um bicho de estimação em casa? Então corre para essas cafeterias no Japão. Foto: reprodução

Imagine a cena: você está visitando o Japão, descola uma cafeteria bacana para dar uma relaxada e aí vem a surpresa. O grande diferencial do lugar não são os quitutes, muito menos cafés quentinhos e sim, gatinhos peludos que estão lá justamente para serem afofados (e você paga por isso).

Os chamados “Neko Cafe” (neko = gato em japonês) tornam-se cada vez mais populares no Japão, em uma sociedade em que é cada vez mais difícil ter seu próprio bichinho de estimação, devido ao alto custo de vida, às longas jornadas de trabalho e aos apartamentos minúsculos, onde muitas vezes é proibido manter animais.
Ou seja, o cliente paga uma taxa por hora e pode brincar com os bichanos enquanto comem, bebem e relaxam. É como se fosse um aluguel de bicho de estimação. Estranho? Não, quando lembramos que acontece no Japão.

Antes de sua entrada na cafeteria, a pessoa precisa seguir algumas regras: higienizar as mãos, tirar os sapatos e por chinelos, guardar a bolsa (se tiver) e escolher o serviço que deseja, incluindo o tempo que irá querer ter acesso à sala dos gatos.
E essas cafeterias são bem equipadas. Os clientes podem brincar com os gatos, usar a infraestrutura do local e isso inclui TV, computador, internet, jornais, etc e consumir à vontade os produtos de máquinas de bebidas e salgadinhos.

O Nekorobi, por exemplo, oferece serviço completo e ainda uma impressora para imprimir fotos dos bichanos. Fotos, aliás, são permitidas, desde que sem flash. O “serviço” custa 1.000 ienes (cerca de R$ 21) a primeira hora nos dias de semana, e 1.200 ienes (R$ 25,20) nos fins de semana e feriados.

Os gatos de um “Neko Café” são criados para isso desde filhotes. Estão acostumados a pessoas estranhas e além disso, os funcionários também são bem treinados para lidar com os felinos. Durante a “visita” eles ensinam os clientes a tratar os gatinhos, e tampouco incomoda-los em seu descanso (sim, os gatos estão trabalhando). Inclusive, quando um dos bichos fica agitado demais, prontamente é afastado até se acalmar. Ninguém quer sair da cafeteria com arranhões, né?

Será que uma ideia parecida faria sucesso por aqui?

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