O poder da goma de mascar e um pouco da sua história

O poder da goma de mascar e um pouco da sua história foto: reprodução

Gomas de mascar foram vistas por um longo tempo como vilãs por médicos e dentistas. E convenhamos, a fórmula evoluiu e hoje já temos chiclete sem açúcar, que ajuda na prevenção de cáries e, pasmem, alguns são até recomendados por dentistas. E ao que tudo indica, os neurologistas vão entrar para esse time defensor dos chicletes. Uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Nacional de Ciências Radiológicas do Japão sugere que o hábito de mascar pode ser positivo para o cérebro: um bom aliado para a atenção.

As pesquisas mostraram que as pessoas que mascam chicletes têm reações 10% mais rápidas que as outras. O hábito excita até oito áreas diferentes do cérebro, o que leva a um menor fluxo de sangue temporário no órgão. O resultado mais louco de todos, que nem precisou ser traduzido em números, é de que com o cérebro em alerta, os mascadores de chiclete conseguem melhores resultados na capacidade motora, melhorando por conseqüência, sua capacidade cognitiva. Uma ótima noticia para mascar com maior frequência, hein?

De onde vem

Como a origem da goma de mascar é bastante antiga, uma das hipóteses é que ele tenha aparecido na Mesopotâmia, onde já foram encontrados resíduos de resina de bétula nos dentes humanos (por volta do ano 9.000 a.C). E lá, o povo a usava para estimular a salivação. Além disso, sabe-se que os Maias, povo que viveu entre 1000 a.C e 900 d.C mascava resinas da árvore de Yucatán para refrescar o hálito, mesmo motivo pelo qual o usamos nos dias de hoje. Essa resina era chamada de “Tchi-Clé”. Tchi = boca e Clé = movimento.

A evolução maior do “chiclé”, chegando ao aspecto que conhecemos hoje, aconteceu em 1872 nas mãos do inventor norte-americano Thomas Adams. Ele teve a ideia de fabricar chiclete depois de ver uma menina pedindo um pedaço de parafina para mascar. Então, criou uma goma com as sobras de resina do sapotizeiro. Adams sofisticou a goma, que passou a se chamar “Adams New York nº 1”, tornando-se posteriormente a marca Chiclets Adams que conhecemos.

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