Retrofuturismo: o que pensavam nossos bisavós sobre o ano 2000

Retrofuturismo: o que pensavam nossos bisavós sobre o ano 2000

Imagina se as previsões de como seria o ano 2000 tivessem se concretizado? Existiriam máquinas para tudo que é lado (ok, já temos), mas elas sairiam voando junto com outras pessoas e coisas voadoras, construiriam casas e transmitiriam conhecimento, conectadas às nossas cabeças. Além disso, lazer e cotidiano humanos aconteceriam também debaixo d’água. Pelo menos foi o que previu o retrofuturismo francês nesta série.

O retrofuturismo é uma vertente artística pré-contemporânea que criava ilustrações a partir das perspectivas de como seria o nosso futuro no longínquo ano 2000 daqueles dias. Ela também foi representada no mundo da moda, da arquitetura, literatura e cinema. A parte mais curiosa sobre estes desenhos é que os anos 2000 chegaram e poucas previsões se concretizaram. A geração dos anos 1980, por exemplo, foi decepcionada pela falta de robôs que fizessem as tarefas domésticas, entre outras atividades que não gostamos. Mas voltando ao caso do retrofuturismo, nenhuma ilustração desta vertente teve atenção às mudanças no vestuário. Notem que as roupas das ilustrações são as mesmas usadas em mil novecentos e bolinhas.

Estas imagens são de uma série futurística de Jean-Marc Côté e outros artistas, feitas na França. Elas foram impressas na forma de cartões dentro de caixas de cigarro e depois transformadas em postais que iam povoando de previsões o imaginário de nossos bisavôs e bisavós. Tendência nos anos de 1899, 1900, 1901 e 1910, os desenhos estão cheios de máquinas voadoras. Inclusive, neles, a polícia seria alada e as crianças estariam conectadas às máquinas de aprendizado, de acordo estes artistas visionários. Que bom seria, não é mesmo? (Refiro-me apenas às máquinas de aprendizado):

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