Robert Crumb: os quadrinhos que mudaram a cara da música

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Como começar definindo Robert Crumb para quem nunca ouviu falar dele? O mais fácil (e verdadeiro) seria: o cara é um mago dos quadrinhos, referência para tudo produzido nesse universo, e uma unanimidade. Mas caso você compartilhe o gosto pelo movimento underground dos quadrinhos gringos, conhece alguém que não babe pela obra de Crumb?

Mesmo que você não conheça alguma obra – e são muitas, como as adaptações de Kafka, Bukowski, Philip Dick e até do livro do Gênesis, da Bíblia – aposto que vai curtir uma outra faceta de Robert e que poucos conhecem.

O Crumb ilustrador de capas de discos nasceu em 1968, no famoso álbum “Cheap Thrislls”, de Janis Joplin. Ele foi convidado pela própria e não poderia recusar, já que sua fascinação por capas legendárias era notória, principalmente dos estilos jazz, country e blues das décadas de 1920 e de 1930. O sucesso alcançado pelo trabalho fez com que Crumb ilustrasse mais centenas de capas tanto para novos artistas quanto para músicos esquecidos. Para estes últimos, a colaboração de Crumb pode ser considerada fundamental para a redescoberta desses artistas nas décadas de 1960 e de 1970.

No livro R. Crumb: The Complete Record Cover Collection, essa história é contada por meio de 450 ilustrações de quatro cores vibrantes, preto e branco e monocromáticas, quase uma marca registrada no trabalho do artista. Nas páginas, além das ilustrações memoráveis de Crumb, passeiam ícones como James Brown, Frank Zappa, Gus Cannon, George Jones e Woody Guthrie. Só de “começar” com Janis Joplin e seguir com esses nomes, já é possível entender a dimensão de tudo que ele fazia.

Abaixo, antes de algumas capas icônicas de Crumb, dois vídeos: no primeiro, o artista fala sobre como aconteceu a união de duas de suas paixões: a ilustração e a música. No segundo, ele mostra que também entende de ziriguidum e que aprendeu a tocar uke, banjo e bandolim.


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