Sabia que a Mafalda nasceu de uma propaganda?

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A página oficial da Mafalda no Facebook fez um concurso de sósias da personagem. As regras eram simples: postar uma foto de um amigo que se parecesse com a Mafalda, explicar porque considerava parecidos e ganhar muitos likes no post. O vencedor do concurso foi divulgado ontem (24). Ou melhor, as vencedoras. Sofia Saget postou uma foto de infância da sua irmã Laura para concorrer. E não é que a menina era idêntica à Mafalda dos quadrinhos?

Ainda que a Mafalda seja um ícone pop, quem conhece a verve política da personagem jamais imaginaria que sua história tem uma relação, e bem íntima, com a propaganda. Contamos abaixo:

O nascimento da Mafalda dos quadrinhos

Criada na Argentina, a jovem Mafalda enfrentou a ditadura militar de seu país para falar de censura, crises econômicas, feminismo e política internacional com apenas seis anos de idade. Virou um dos símbolos dos anos 70. A personagem surgiu em tiras em 1964, pelas mãos do cartunista argentino Quino, em histórias que tratavam de suas preocupações com a humanidade e a paz mundial, sempre se rebelando contra a realidade política.

A personagem, cujo nome foi inspirado por uma novela (Dar la cara, de David Viñas) foi criada em 1962 para um cartoon de uma propaganda de eletrodoméstico da empresa Mansfield, que deveria ser publicado no diário Clarín. Mas o jornal rompeu o contrato e a propaganda foi cancelada. A estreia foi adiada, mas Quino acabou publicando Mafalda pela primeira vez no dia 29 de setembro de 1964, na revista argentina mais importante da época: a Revista Plana. No ano seguinte, as tiras passaram a ser diárias, veiculadas no jornal El Mundo. Em 1967, Mafalda foi para a revista semanal Siete Días Ilustrados, onde ficou até a última historieta, em junho de 1973. Suas 1.928 tiras foram publicadas em mais de 20 idiomas e, praticamente todas essas histórias, que ainda saem em jornais ao redor do mundo, são encontradas em uma coletânea chamada Toda Mafalda.

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