Sobrenome de família? Não na Islândia

Sobrenome de família? Não na Islândia foto: reprodução

Sabe a Islândia, aquele lugar distante e gelado onde nasceu a cantora Björk? Por lá, a cultura interessantíssima e diferente começa pelo nome das pessoas. Pode parecer confuso, mas a composição dos nomes dos cidadãos islandeses é feita através da combinação do primeiro nome escolhido com primeiro nome do pai ou, em poucos casos, de sua mãe. Para os nomes femininos existe o sufixo dóttir (filha) e para os masculinos, o sufixo son (filho).

Vamos ver como fica. Peguemos um nome islandês… Ah, eles possuem uma lista oficial de nomes e você precisa de autorização do Comitê Islandês de Nomes para utilizar algum que esteja fora dela. Portanto, somente nomes da lista oficial, ok? Voltemos ao exemplo. Digamos que um homem chamado Jón Einarsson tenha um filho e lhe dê o nome de Ólafur. O último nome de Ólafur não será Einarsson, como quase todo o resto do mundo faria.

Sendo filho de Jón, seu nome será Ólafur (primeiro nome) + Jón (nome do pai) + son (indicação de filho) = Ólafur Jónsson, que significa Ólafur filho de Jón.

A cantora Björk possui a combinação de Björk (primeiro nome) + Guðmundur (nome do pai ) + dóttir (filha) = Björk Guðmundsdóttir

Essa composição era comum nos países nórdicos na época em que a Islândia foi descoberta e dela tiveram origem diversos sobrenomes que conhecemos, como Jacksons, Petersons e Johnsons.

Ainda existe a opção de nomes matronímicos. Se a mãe de Ólafur se chamar Guðrún, por exemplo, a combinação ficaria Ólafur Guðrúnarsson.

E olha que simples essa vida na Islândia: como os sobrenomes apenas informam às pessoas qual é o nome o pai delas, os islandeses se tratam formalmente pelo primeiro nome, nada de Sr. Ou Sra. Einarsson, Jónsson ou Guðrúnarsson.

Ainda assim, mais ou menos 10% da população islandesa carrega sobrenomes de família por lá, a maioria ainda datados dos primórdios da colonização. Mas uma lei proíbe ter novo nome de família ou adotar o nome da família do cônjuge. Outro aspecto super peculiar sobre os nomes na Islândia, é que os recém-nascidos não têm seus nomes revelados até o batismo e essa situação pode se estender por vários meses.

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