TENDÊNCIAS DA JWT PARA 2014: A ERA DA IMPACIÊNCIA

TENDÊNCIAS DA JWT PARA 2014: A ERA DA IMPACIÊNCIA foto: reprodução

*Por Sheron Neves, colunista da Escola de Criação e professora do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas.

No post da semana passada falei sobre a tendência das NARRATIVAS IMERSIVAS, apontada pela JWT. Hoje escrevo sobre outro tópico abordado no relatório de tendências para 2014: a ERA DA IMPACIÊNCIA. Prova disto é que marcas como eBay, Amazon e Walmart, após introduzir serviços de same-day-delivery, já trabalham para oferecer serviços de one-hour-delivery, dando ao consumidor a opção de pagar um pouco mais para ter seu produto entregue em apenas 1 hora.

Poucos estudiosos conhecem tão bem o tema como a Dra. Kit Yarrow, professora de psicologia e marketing na Golden Gate University de San Francisco. No livro Decoding the New Consumer Mind: How and Why We Shop and Buy, a ser lançado ano que vem, ela examina a questão da nossa crescente impaciência, e defende que não se trata de uma simples tendência de comportamento, mas sim uma mudança no nosso cérebro que traz consequências para o marketing e a publicidade.

Em entrevista concedida ao blog da JWT, Yarrow declarou que a internet e os dispositivos móveis tiveram um efeito profundo no nosso raciocínio. Nosso cérebro hoje processa informações em fragmentos, muito diferente de 10, 20 anos atrás. “Uma pessoa tendo uma conversa com você foi substituído por 50 pessoas tendo uma fragmento de conversa com você”. Por isso mais do que nunca profissionais de marketing precisam considerar a semiótica da linguagem não-verbal. Símbolos, ícones, cores, aromas, e todos os outros sentidos ganham uma importância maior neste convívio fragmentado e instantâneo.

Outro aspecto analisado pela professora é a expectativa dos consumidores em relação às marcas. Para ela, os consumidores terão cada vez menos paciência para lidar com processos de compra complicados, faltas no estoque e entregas demoradas. Se um problema não for resolvido imediatamente, eles tendem a ficar bem mais irritados do que ficariam há uma década atrás – e as redes sociais acabam sendo o espaço usado para serem ouvidos. Ela compara esta impaciência à mentalidade de um bebê: “Eu quero ser entendido mesmo que eu não saiba como articular minha necessidade. Eu quero que me enxerguem e me compreendam”.

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Quer saber mais sobre a nova realidade das marcas e o comportamento do consumidor na era convergência? Então confira curso de férias STORYTELLING: INTRODUÇÃO AO TRANSMÍDIA, de 27 a 30 de janeiro.

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