Você decide. Literalmente.

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*Por Sheron Neves, colunista da Escola de Criaçãoe professora do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas

entrada de novos players como Netflix e Amazon no mercado de conteúdo
audiovisual vem causando insônia em muitos executivos da TV. Depois do sucesso
de “House of Cards” (com Kevin Spacey), o Netflix lançou este final de semana outra
série original, “Hemlock Grove” (já disponível para assinantes no Brasil).

Concebidos com base na imensa quantidade de metadata armazenada pela empresa
(que sabe exatamente o que assistimos, gostamos, recomendamos, etc), estes produtos vêm transformando a forma como consumimos a narrativa seriada: todos os episódios da temporada são disponibilizados de uma só vez, causando o que a mídia americana
chama de “binge watching”.

Agora chegou a vez do gigante do e-commerce Amazon, que acaba de divulgar 14
pilotos de séries originais. Quem vai decidir quais dos títulos serão levados adiante?
Nós, consumidores. Bem, não exatamente nós, brasileiros, uma vez que os episódios ainda não estão disponíveis no site daqui. Mas mesmo que ainda não possamos votar, precisamos reconhecer que este é momento histórico na relação produtor-consumidor: estaria o papel do intermediário, que decidia o que iríamos ou não assistir, com os dias contados?

Aqueles que enxergam o copo metade cheio celebram a vitória da cultura participativa. Aqueles que enxergam o copo metade vazio permanecem desconfiados: uma vez dada a liberdade de escolha, será que saberemos escolher? É esperar para ver.

Fonte: You just replaced Hollywood executives, da revista Wired.
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