A sensibilidade sombria de Fábio Stachi

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Dono de um olhar singular para as coisas do cotidiano na fotografia, Fabio Stachi explica que desenvolveu a prática de perceber coisas belas nos detalhes ainda criança, fotografando as paredes descascadas de sua antiga casa. Desde então, começou a buscar novos ângulos para as coisas e achava o resultado da foto ainda mais interessante do que a mesma paisagem vista a olho nu.

Em 2002, Fábio, então designer, teve um contato interessante com o artista Herbert Baglione. Ele o convidou para ver alguns trabalhos, com longas exposições, contraluzes, profundidade de campo e outras técnicas bacanas da fotografia. Com esse aprendizado, novas portas se abriram para ele. Fabio comprou uma câmera reflex e começou a fotografar como se estivesse em uma grande brincadeira, sem rigor. Em pouco tempo, iniciou alguns trabalhos como freelancer e, sem seguida, acabou largando o cargo de designer em agência para se dedicar inteiramente à fotografia.

Influenciado pela luz e sombra de Caravaggio, pelas figuras femininas dos quadros de Pino Daeni e a ousadia das fotos de Jan Saudek, a arte de Stachi é hoje uma grande referência contemporânea brasileira na modalidade de fine art. Sua produção constrói um visual estético interessante e perturbador, carregado de sensibilidade e mistério. Veja mais fotos de Fábio:

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