Alice no País das Maravilhas, por Ralph Steadman

Alice no País das Maravilhas, por Ralph Steadman / foto: reprodução

Alguns trabalhos se tornam tão sublimes e singulares que nem o tempo é capaz de apagar a contribuição deles para a arte. Acreditamos ser o caso destas ilustrações do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, na edição de 1973.

Ao ser convidado a adentrar no país das maravilhas o célebre cartunista, Ralph Steadman, já havia se aventurado em Medo e Delírio em Las Vegas, de Hunter Thompson, publicado em 1972. O favorito do jornalista Gonzo ilustrou Alice no País das Maravilhas com 47 desenhos irônicos e originais que resultaram no importante prêmio chamado Francis Williams Book Illustration Award.

Seu traço particular e sua irreverência são marcas registradas dos trabalhos. Para este clássico não poderia ser diferente. Ele criou um trabalho moderno e ousado, o qual a explicação do significado parece tão psicodélica quantos suas criações:

“É difícil de explicar em palavras o que as imagens estão tentando dizer e, portanto, as minhas explicações não são exatamente o que eu tinha em mente, porque elas acrescentam nuances de significado que não estão lá. O leitor só pode interpretá-los à sua própria maneira, trazendo suas observações para assimilar a imagem que ele está olhando, de modo que ele pode concordar ou discordar com o que eu tentei transmitir. Quando me propus a desenhar uma idéia, parte dela que ainda não está formada só se revela à medida que o desenho progride. Consequentemente, o desenho adquire uma vida própria e praticamente assume a direção que vai seguir – . Ou assim parece “, comenta Steadman sobre seu trabalho.

O ilustrador também ficou conhecido por seus trabalhos em periódicos como Punch, Private Eye, The Daily Telegraph, The New York Times e a revista Rolling Stone. Além de ter ilustrado Alice e Medo e Delírio em Las Vegas, o artista assinou publicações históricas como A Revolução dos Bichos, de George Orwell e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

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