Nudez e voyeurismo, por Seth Armstrong

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Ganhar as ruas nu, como viemos ao mundo, parece ter virado tendência, pelo menos na capital dos gaúchos. Ninguém sabe ao certo o porquê do fenômeno – em princípio não existe um objetivo comum entre as corredoras flagradas, a não ser o fato de serem todas mulheres. Entretanto, a pauta traz reflexões importantes sobre a nudez humana e dá vez para falarmos um pouco sobre a arte envolvendo o assunto, adicionando uma pitadinha de voyeurismo no lance todo.

Através de um olhar observador do cotidiano alheio aplicado às pinturas que produz, Seth Armstrong desenvolve narrativas bem intimistas dando ênfase à figura da mulher em seus trabalhos. Ele costuma captar a feminilidade e a beleza em obras de qualidade cinematográfica, com definições de detalhes, retratando o mistério e a incerteza dos próximos acontecimentos.

Seth costuma dizer que uma imagem em JPEG nunca vai revelar todos os detalhes das cenas que acontecem em suas pinturas, onde ele sempre é o voyeur. Perguntado sobre a sua própria definição como artista, ele responde: “Eu sou um pintor em primeiro lugar. Gosto de pintar todos os tipos de coisas. A maior parte é figurativa ou com base na realidade, mas há sempre um elemento estranho presente. Você será capaz de ver todas as pedras preciosas que coloquei dentro de cada uma dessas pinturas, tem que ver ao vivo. Tem muita coisa acontecendo em cada uma dessas janelas”.

Seth nasceu em Los Angeles, na Califórnia. Depois de estudar pintura no norte da Holanda, deixou sua casa em Oakland e voltou para Los Angeles, onde vive e trabalha com arte. Confira as pinturas voyeur do artista:

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