Obras do cárcere

Obras de cárcere / foto: reprodução

O Presídio Central de Porto Alegre possui a fama de ser o cárcere mais desumano do Brasil. Fama esta, confirmada pelos números alarmantes: a casa prisional, que possui capacidade para 1,6 mil homens abriga, atualmente, mais de cinco mil detentos. Apesar do aperto, um bocado de arte ainda cresce no local.

Não existe oficina de arte por lá. Os artistas desenvolveram a habilidade sozinhos, em um ateliê de pintura improvisado dentro do presídio. Desses trabalhos nasceu até uma exposição na Casa de Cultura Mario Quintana de Porto Alegre, feita somente com as pinturas dos apenados intitulada “Arte Escondida 2013”. Em comemoração ao Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro), trinta obras do ateliê foram selecionadas e expostas com preços que variavam entre dez e cem reais. Quarenta por cento do dinheiro arrecadado com a venda dos quadros foi repassado para os próprios detentos e o restante foi destinado à compra de material para o ateliê.

A participação de quem cumpre pena no Presídio Central depende apenas do interesse de cada um em pintar, mas existe também um grande incentivo: a cada três dias trabalhando com arte, os detentos reduzem um dia da pena.

Confira abaixo algumas das obras selecionadas para a exposição do CCMQ:

Gostou? Compartilhe: