Por que Johnny Cash é eterno

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“Hello, I’m Johnny Cash”. Era assim que um dos maiores nomes do country começava seus shows desde que estreou, no final dos anos 50. Nascido em 26 de fevereiro de 1932, no estado de Arkansas, completaria agora 83 anos de idade. Filho de um pobre fazendeiro, John Ray Cash começou a trabalhar ainda na infância e, adulto, escolheu abandonar uma promissora carreira na Força Aérea norte-americana para ir atrás de um novo movimento musical que surgia em Memphis, no Tennessee. Era apenas o início de sua sede pela música.

Por sempre se vestir todo de preto, Cash foi apelidado de Man In Black. Esteve à frente do seu tempo e encarava sua época com muita rebeldia e questionamento. Apesar de conhecido por seu temperamento difícil, Cash nunca passou mais do que umas poucas noites na prisão, apesar de ter lançado o célebre álbum com o título At Folsom Prison. O envolvimento de Cash com Folsom iniciou com Inside The Walls of Folsom Prison, filme de 1951 sobre a famosa prisão da Califórnia. Inspirado, escreveu um de seus maiores sucessos, a música Folsom Prison Blues, que viria a fazer parte daquele álbum ao vivo lançado em 1968.

A canção estourou e os presos passaram a se identificar cada vez mais com o que cantava o cowboy, até que em 1966, Cash apresentou sua música na prisão de Folsom. Para ele, não bastava cantar sobre a realidade dos presos, era necessário cantar para eles. Depois dessa estreia o músico realizou shows em várias outras prisões. Tais shows renderam ao cantor mais um álbum dedicado ao cárcere: Johnny Cash – At San Quentin, lançado em 1969.

“É preciso saber seus limites. Eu descobri que não haveria muitos se eu fizesse do meu jeito.”, declarou certa vez. Cash manteve um sucesso impressionante durante cinco décadas. Ao longo de sua carreira, venceu 11 prêmios Grammy, vendeu mais de 50 milhões de discos e gravou mais de 1.500 canções, como a tocante Hurt:

E assim se fazem pessoas eternas.

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