“Que horas ela volta” traz reflexão sobre história do Brasil

“Que horas ela volta” traz reflexão sobre história do Brasil_imagem divulgação

O cinema brasileiro está cada vez mais reconhecido, a prova viva é o lançamento do filme Que horas ela volta?, que causou comoção por onde passou. A estreia mundial no Festival de Sundance, em Utah (EUA), rendeu às atrizes Regina Casé e Camila Márdila a divisão do prêmio especial de melhor atriz. Países como França e Itália também se renderam ao drama da diretora paulistana Anna Muylaert, que está em cartaz em mais de 280 cinemas ao redor do mundo e foi o único filme brasileiro escolhido para a disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O filme é, entre outras coisas, uma reflexão crítica sobre as contradições sociais brasileiras centrada nas relações entre uma família de classe alta de São Paulo, sua empregada doméstica e a filha desta (que chega do Recife e fica morando um tempo na casa dos patrões). A produção revela o quanto ainda há de “Casa Grande e Senzala” nessas relações e o quanto o Brasil se libertou das heranças escravagistas nos últimos anos.

“Eu escrevi este roteiro pensando em falar das regras de convivência sociais no âmbito doméstico. Essas regras separatistas, nós sabemos, não são faladas, mas estão aí”, explica Anna Muylaert em entrevista.

No último fim de semana, a trama subiu 68% nas bilheterias brasileiras, sendo o filme mais visto em 25 complexos de cinema. E com a melhor média, entrou para o top 10 geral, alcançando mais de 134 mil espectadores.É mole ou quer mais?! Se ainda não viu, dá uma olhada no trailer:

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